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“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” Mateus 25:34 |
"Porque muitos são chamados,
mas poucos, escolhidos" (Mateus 22:14).
O versículo acima finaliza a parábola das
bodas que Jesus contou. Ele comparou o Reino dos Céus a certo rei que celebrou
as bodas de seu filho. E enviou os seus servos a chamar os convidados para
aquele evento, mas estes não quiseram ir.
Quem são chamados? Os convidados.
Quem são convidados? Os íntimos, os conhecidos.
Para que os
convidados são chamados? Para sofrer as aflições de Cristo e receber como
recompensa a coroa da vida.
Jesus não obriga ninguém a carregar a Sua cruz. Ele precisa de ajuda para
carregá-la, mas não abre a boca para pedir, mesmo sofrendo. Veja:
"E,
quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram
a levar a sua cruz" (Mateus 27:32).
É uma
figura. Nos dias atuais, é isso o que acontece dentro das igrejas. As pessoas
são constrangidas a levar a cruz de Jesus, ao invés de serem ensinadas que,
para poder suportar as aflições de Cristo, é preciso amar.
Foi o que
Jesus fez: Ele só suportou a cruz porque amou o mundo (os homens) de tal
maneira que foi capaz de entregar a própria vida para nos salvar.
Foi esse amor
que gerou o sentimento de misericórdia, de compaixão por cada um de nós e fez
com que Ele não se importasse com o peso daquele madeiro.
Mas o que é
a cruz de Jesus? A renúncia do mundo. Já a cruz daqueles que decidem seguir
Jesus é a renúncia do próprio eu:
“E dizia a todos: Se alguém quer vir após
mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas
9:23).
A cruz de
Jesus se torna pesada quando a pessoa não consegue viver pelo Espírito.
“Porque
a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se
um ao outro, para que não façais o que quereis” (Gálatas 5:17).
Ao
renunciar o próprio eu, o Espírito Santo ajuda em toda a nossa fraqueza e
conseguimos aprender que o jugo de Jesus é suave e o seu fardo é leve.
“Porque
este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus
mandamentos não são pesados” (1 João 5:3).
Observe que, no chamado de Jesus para participar das bodas do Cordeiro,
quem escolhe sofrer as aflições de Cristo é cada um que recebe o convite.
Nesta parábola das bodas as pessoas que o rei mandou convidar deram uma
justificativa para não ir. Cada um estava ocupado com alguma coisa.
Não é assim
que acontece quando você convida alguém para ir até sua casa participar de
algum evento? Quem escolhe ir ou não, é o convidado.
Ou seja,
não é Deus quem separa os escolhidos, pois Ele não faz acepção de pessoas:
"Porque graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os
homens" (Tito 2:11).
Os
escolhidos são aqueles que, voluntariamente, aceitam padecer por Cristo e amam
a vinda do Senhor Jesus. E querem viver para sempre com o Pai das luzes.
"Pois
tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a
glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8:18).
Aceitar o
convite para ser participante das aflições de Cristo nos credencia a participar
das bodas do filho, sendo a nossa recompensa, a vida eterna.

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