“Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado [enganado] pela sua própria concupiscência [desejo de pecar]. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15).
Imagine
você no seu canto quieto. De repente, você é apanhado pelos próprios
pensamentos. Enquanto você pensa, a concupiscência vai só aumentando.
Daqui a
pouco os pensamentos viram ações. Das ações consumadas, nasce o pecado. Nascido
o pecado, a morte vive.
Parece
contradição, não?! “A morte vive”. Mas é isso mesmo, a morte é VIVA. E ela se
acha vitoriosa a cada vacilo do homem, não apenas quando o corpo mortal vai
para debaixo da terra (porque é ela quem mata), como, também, na consumação do
pecado que mata o homem espiritualmente:
“E, quando vós estáveis mortos nos
pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele,
perdoando-vos todas as ofensas” (Colossenses 2:13).
A morte se
acha tão vitoriosa que ela consegue enganar o homem por meio da tentação. É como
um anzol. O peixe (homem) é atraído pela isca (pecado) achando que aquele
"alimento" vai saciar a sua fome (o desejo de fazer a vontade da carne).
Mas depois
que ele morde a isca, já era! Pura ilusão (de ótica). Mirou errado porque já
estava cego pelas trevas deste mundo tenebroso:
"Terra escuríssima, como a
própria escuridão, terra da sombra da morte e sem ordem alguma, e onde a luz é
como a escuridão" (Jó 10:22).
Assim como o peixe é engando e depois estraçalhado, o homem também é esfacelado pelo
pecado. É como um veneno que, ao entrar no organismo vai provocando males e
definhando o interior.
E agora?
Quem poderá nos salvar de tão grande mal? Até quando a morte continuará
reinando sobre o homem?
“Eis aqui
vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos [morreremos], mas todos
seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última
trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e
nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista
da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E,
quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é
mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está
escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a
força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso
Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15:51-57).
Sim. Graças
a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo! Ele já venceu a
morte quando ressuscitou ao terceiro dia. Ele foi o primeiro porque é o único
Deus verdadeiro e a vida eterna.
“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível
ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém!” (1 Timóteo 1:17).
Depois de
Jesus, nós também venceremos a morte, segundo a Sua promessa.
“E, se o Espírito daquele que dentre os
mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos
ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu
Espírito que em vós habita” (Romanos 8:11).
É por esse
Espírito, o Espírito Santo que Jesus enviou para consolar e ajudar o homem nas
suas fraquezas (até Ele voltar para nos buscar), que nós também venceremos o
pecado.
"Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos
também vós com este pensamento: que aquele que padeceu na carne já cessou do
pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as
concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus" (1 Pedro 4:1-2).
Padecer na
carne é sofrer por não fazer a vontade dela. É viver pela consolação do
Espírito Santo de tão fraco por mortificar esse corpo mortal.
“Porque, se
viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as
obras do corpo, vivereis” (Romanos 8:13).

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